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Caso Lindsay Clancy: júri em impasse, veredito?

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Em uma sala profunda dentro de um tribunal em Plymouth, Mass., os 12 jurados no julgamento de Lindsay Clancy passaram a última semana isolados juntos, discutindo e perdendo a esperança de chegar a um acordo duas vezes desde segunda-feira. Seu impasse determinará o destino da Sra. Clancy, 36, acusada de assassinato em primeiro grau pelas mortes por estrangulamento de seus três filhos pequenos.

Se o consenso falhar, um julgamento nulo reacenderá o debate sobre o caso, táticas legais e dinâmica do júri. O juiz William Sullivan do Tribunal Superior do Condado de Plymouth leu-lhes uma 'instrução dinamite' na quarta-feira para forçar o consenso, ordenando um sexto dia de deliberações. Júris empatados ocorrem em 5 a 6 por cento dos casos criminais, mas impasses repetidos tornam avanços improváveis.

Especialistas como Paul Butler da Universidade de Georgetown observam que impasses inquebráveis frequentemente vêm de três ou quatro jurados dissidentes, não de um único jurado teimoso. Saul Kassin do John Jay College descobriu que a instrução dinamite pressiona jurados da minoria a se conformarem, e disse que o próprio impasse repetido indica dúvida razoável. O julgamento apresentou testemunhos perturbadores, incluindo detalhes dos assassinatos e uma ligação para o 911 do pai das crianças.

As deliberações do júri permanecem uma 'caixa preta' devido à confidencialidade, com rara visão da dinâmica interna.