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Gloria Steinem, ícone feminista, morre aos 92 anos

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Gloria Steinem, a ativista feminista que personificou o movimento feminista moderno por mais de meio século, morreu na quarta-feira em sua casa na cidade de Nova York aos 92. Sua morte foi anunciada nas redes sociais sem causa indicada. Steinem ajudou a galvanizar transformações culturais abrangentes na vida americana, da sala de reuniões ao tribunal. Reconhecível por seus óculos de aviador tingidos e cabelo loiro dividido no centro, cofundou Ms. magazine em 1971, a primeira revista glossy nacional criada, propriedade e dirigida exclusivamente por mulheres, que se tornou o manifesto do movimento.

Nascida uma transitante no Meio Oeste, Steinem suportou uma infância difícil cuidando da mãe mentalmente angustiada após o divórcio dos pais. Seu despertar feminista chegou na casa dos 30 anos enquanto cobria um "speak out" de 1969 sobre abortos ilegais. Carismática e esperta com mídia, liderou protestos, fundou grupos de defesa, estabeleceu centros de crise de estupro e arrecadou milhões para causas feministas. Autora quase uma dezena de livros, sendo o mais recente "An Unexpected Life", programado para setembro.

Apesar de sua coragem pública, Steinem lutava privadamente com autoestima e medo de falar em público, usando seus óculos característicos e o longo cabelo como escudo. Desafiava estereótipos de feministas sem humor, mantendo uma vida social reluzente e relações com figuras como o diretor Mike Nichols e o magnata Mort Zuckerman.