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Desastres climáticos colapsam ciclos de recuperação

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Esta primavera, o Sudeste enfrentou seca severa e incêndios que queimaram os escombros derrubados pelo furacão Helene de um ano e meio atrás. Os intervalos entre desastres estão colapsando, com catástrofes ocorrendo tão rapidamente que os sistemas de recuperação não conseguem acompanhar. O "chicote climático" — seca extrema seguida de chuvas históricas — piora as enchentes, pois o solo assado repele a água. Incêndios florestais desnudam as encostas, causando deslizamentos de lama letais; chuvas intensas podem até alimentar incêndios ao nutrir a vegetação que queimará depois. Nos Himalaias, a perda de geleiras e o calor desencadearam deslizamentos de terra semelhantes a um terremoto de magnitude 5,2. A região de colinas do Texas sofreu uma inundação milenar que afogou 139 pessoas no Camp Mystic, seguida por outra inundação 12 meses depois. Antes, os desastres marcavam as comunidades por gerações, permitindo décadas para reconstruir. Agora, eles chegam em anos ou até meses.

Juliette Kayyem, ex-secretária adjunta do Departamento de Segurança Interna sob Barack Obama e agora pesquisadora na Escola Kennedy de Harvard, diz que os sistemas de recuperação pressupõem que desastres são aleatórios e raros. "Ninguém realmente sabe como é uma verdadeira recuperação," ela observa. O pecado original é não reconhecer o que os desastres revelam sobre a resiliência necessária. A atenção pública se volta para a restauração em vez da adaptação. Embora a descarbonização tenha achatado as emissões globais, o aquecimento está acelerando além dos limites de temperatura antes considerados seguros.

Entidades-chave: Empresas: Departamento de Segurança Interna, Escola Kennedy de Harvard | Pessoas: Juliette Kayyem, Barack Obama | Locais: Sudeste, Geórgia, Carolinas, Himalaia, Texas, Camp Mystic, Vale da Morte, Grande Cânion, Europa

Perguntas frequentes: Por que os modelos tradicionais de recuperação após desastres estão falhando?

Os sistemas de recuperação foram construídos com base na suposição de que desastres são eventos aleatórios e raros separados por décadas. Agora, as catástrofes chegam em série — às vezes dentro de meses — tornando a recuperação "uma vez e pronto" impossível, pois novos desastres atingem antes de a reconstrução ser concluída.