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Petroleiros escuros elevam risco de vazamento no Golfo

New York Times Business •
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Segundo analistas marítimos, o forte aumento de petroleiros “escuros” atravessando o Estreito de Ormuz com os transmissores AIS desativados está agravando o perigo de colisões e vazamentos catastróficos. As tripulações desligam deliberadamente as balizas de localização para evitar ataques do Irã, que vem apreendendo ou assediando navios comerciais nessa via estratégica desde 2019.

A prática cria uma “frota escura” que opera às cegas em relação ao tráfego, às guardas costeiras e ao monitoramento por satélite. Sem sinais de identificação automática, os navios não conseguem se ver nas telas do tipo radar, aumentando drasticamente os encontros a curta distância no estreito por onde passam diariamente 20 milhões de barris de petróleo.

Os prêmios de seguro para travessias de Ormuz dispararam, e alguns armadores agora redirecionam rotas pelo Cabo da Boa Esperança, apesar do atraso de 10 dias e do custo adicional de combustível. A Organização Marítima Internacional pediu aos países de bandeira que façam cumprir as regras do AIS, mas a fiscalização continua irregular.

Analistas alertam que um único grande vazamento nesse canal confinado poderia interromper simultaneamente as exportações de Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait, provocando um choque global de suprimentos e um desastre ambiental.

Fonte: New York Times Business · Resumido por HeadlinesBriefing