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Livre comércio contra impactos do El Niño

Financial Times Companies •
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A opinião científica solidifica-se no sentido de que este último El Niño será o mais forte na memória viva, com os preços dos alimentos subindo acentuadamente desde meados de agosto devido a ataques russos ao transporte marítimo ucraniano e secas no hemisfério norte. A comparação histórica mostra uma melhoria drástica: o El Niño de 1877-78 matou 50 milhões de pessoas, enquanto o episódio de 1997-98 matou apenas 22.000. A diferença chave é a liberalização do comércio internacional permitindo importações rápidas.

Durante o El Niño de 1997-98, comerciantes de Bangladesh importaram arroz da Índia quando a produção doméstica caiu 20 por cento, evitando a fome que matou 1,5 milhão nos anos 1970 devido ao comércio restrito. Paul Dorosh no Instituto Internacional de Pesquisa em Políticas Alimentares argumenta que o comércio desempenha um papel crítico durante emergências. O Programa Mundial de Alimentos da ONU e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura lançaram um apelo para medidas preventivas visando 8,8 milhões de pessoas vulneráveis em 22 países com um orçamento de 202 milhões de dólares.

Os governos devem geralmente deixar os mercados internacionais de alimentos funcionarem enquanto se preparam para crises.