Em situação de cerco e escassez de mísseis interceptores, a Ucrânia utiliza caças F-16 norte-americanos como primeira linha de defesa contra drones a jato russos. O presidente Volodymyr Zelensky chamou o F-16 de "uma das ferramentas mais eficazes" para abater essas ameaças de baixo custo, que a Rússia constrói por apenas $70,000 cada uma. No entanto, as missões de patrulha constantes estão esgotando a pequena frota de cerca de 50 F-16, com aproximadamente metade em manutenção na Europa.
Kyiv aguarda aviões adicionais prometidos pela Bélgica há mais de três anos, enquanto a capacitação de pilotos está limitada a apenas alguns dezenas por vez. Especialistas alertam que usar caças de alto valor para contrapor drones de baixo custo é insustentável, consumindo um recurso finito mais rapidamente do que pode ser reabastecido. Apesar disso, os F-16 abateram até 90% dos mísseis cruzeiros entrantes em alguns ataques e uma parte significativa dos 1,900 drones interceptados de 3,500 lançados pela Rússia no mês passado.
Um piloto supostamente abateu 10 drones em uma única missão. Até o final de setembro, os F-16 tinham interceptado 666 mísseis cruzeiros e cerca de 2,500 drones diversos. Em julho, um F-16 até abateu um caça russo Su-35.
Cinco F-16 foram danificados ou destruídos em combate, incluindo um abatido que matou o tenente-coronel Oleksiy Mes. A Ucrânia continua desenvolvendo interceptores alternativos, mas permanece dependente da frota F-16, que os funcionários chamam de "crítica" mas "definitivamente insuficiente".
Fonte: New York Times Top Stories · Resumido por HeadlinesBriefing