É sempre notável quando o CEO da L3Harris Technologies, Christopher Kubasik, foi destituído, o que chamou a atenção porque a empresa recentemente renovou um avião qatarí que agora é usado como Air Force One e garantiu um investimento governamental dos EUA de 1 bilhão de dólares em uma unidade de motor de foguete. L3Harris, um contratante de defesa avaliado em 52 bilhões de dólares, disse que uma investigação encontrou que Kubasik violou seu código de conduta, acrescentando que o comportamento alegado não afetaria o desempenho financeiro, as relações comerciais ou as operações. A empresa recusou-se a comentar sobre o assunto.
O silêncio da empresa sobre os detalhes gerou preocupações. Guido Palazzo, professor da Universidade Lausanne na Suíça e co-autor de *The Dark Pattern: The Hidden Dynamics of Corporate Scandals*, alertou que a contínua falta de transparência — especialmente se a empresa não discutir as ações do CEO com os funcionários — pode ser um mau sinal. A pesquisa de Palazzo identifica nove fatores que fomentam a má conduta, incluindo percepção de injustiça, clima de medo e foco rígido em lucros a qualquer custo.
Ele compartilhou essas percepções em uma chamada de Lausanne. Dentre esses fatores, Palazzo destacou as regras ambíguas como desempenhando um papel desproporcional na facilitação de comportamentos inadequados. Ele disse ao *Journal* que políticas pouco claras muitas vezes se combinam com outras dinâmicas para criar um ambiente onde violações podem ocorrer, enfatizando a necessidade de uma governança mais clara após uma saída de alto perfil.
Funcionários e investidores se perguntam como o conselho abordará as questões culturais subjacentes.
Fonte: Wall Street Journal US Business · Resumido por HeadlinesBriefing