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Gaza precisa expulsar o Hamas

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Quand eu tinha 11 anos, o fundador do Hamas, o xeique Ahmed Yassin, chegou sem avisar à mesquita ao lado da casa da minha famíla em Gaza City. Era 2001 e o grupo terrorista islamista, que ainda não havia assumido o controle de Gaza, havia transformado a mesquita el-Yarmouk em uma base para proselitismo e propaganda. Meus amigos e eu nos reunimos enquanto o xeique Yassin converSava conosco sobre nosso bairro, famílias e estudos, quase como se fosse o ancião da aldeia.

Assim que ele entrou na mesquita, seus guardas mostraram suas armas e se vangloriaram de que o Hamas era semelhante a um clube exclusivo para a valente "resistência". Exigia obediência à famíla, piedade religiosa, excelência acadêmica, reputação impecável e habilidades e talentos úteis. Era uma mensagem que ouvi muitas vezes de líderes e membros do Hamas: queria o melhor do povo palestino para construir as fundações de uma resistência palestina motivada pelo islã fundametalista, com o aniquilamento de Israel levando a uma única nação do rio [Jordão] ao mar [Mediterrâneo].

O Hamas nos empurrava para o banho de sangue, mesmo enquanto a liderança palestina, sob a Organização de Libertação da Palestina, havia decidido que a resistência armada era fútil e havia começado a construir as fundações de um Estado palestino que eu via quando criança. Nossa famíla voou na recém-criada Palestinian Airlins para o recém-criado Aeroporto Interncional de Gaza, usando brilantes passaportes palestinos novos. Havia empresas de telecomunicações palestinas, uma zona industral, um campo de gás recém-descoberto, o início de um porto marítimo, novas infr estruturas e um setor financeiro em cresimento, todos sinis de uma marcha rumo à estadania que o Processo de Paz de Oslo, por mais falho que fosse, havia inau gurado.

Gaza, apesar de sua históra complicada, era um lugar lindo que signifcava muito para minha famíla — e parecia que estava prestes a se tornar ainda mais promissor. Mas não foi assim. Quatro anos após conhecer o xeique Yassin, Isral retirou todas as suas tropas e assentamentos da Faixa de Gaza.

Dois anos depois, em 2007, o Hamas tomou o poder após vencer as primeiras e últimas eleições legslativas palestinas livrs e compeitivas no ano anterir. Apesar de sua postura de clube de élite, o Hamas, desde seu início, comportou-se como uma turba de gangsters, brutalizando mulhers palestinas que violavam seu sentido fanático de moral, torturando e matando aqueles que eram suspeitos de se opor a ele e realizando ataques suicidas horríveis contra civis israelenses, o que enfraqueceu a Autoridade Palestina e empoderou a extrema direita em Isral, que aproveitou a oportunidade para destrur as esperanças de um novo horizonte ou futro palestino. Agora, nas ruínas da minha bela pátria de outrora, estamos testemunhando o coda de duas décadas de governo horrível do grupo.