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Arte moderna e diplomacia cultural da CIA

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A arte e o design modernos serviram como armas na Guerra Fria, encarnando o liberalismo contra a opressão totalitária. O estilo gestual de Jackson Pollock contrariou a repressão nazista e soviética, posicionando a criatividade norte-americana como um ativo estratégico. O Museum of Modern Art, fundado por Abby Aldrich Rockefeller em 1929, tornou-se central a este esforço.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o MoMA cumpriu 38 contratos governamentais e montou 19 exposições de pintura norte-americana para o Coordenador de Assuntos Interamericanos, Nelson Rockefeller. Após a guerra, a equipe de Rockefeller, incluindo René d'Harnoncourt e Porter McCray, expandiu o programa de exposições internacionais. John Hay Whitney sucedeu Rockefeller, liderando o MoMA como um "Weapon of National Defense" e lançando um "Traveling Art Caravan" para promover o Pan-Americanismo.

Mesmo quando a propaganda soviética rotulava os EUA como culturalmente estéreis, a arte moderna norte-americana projetava influência global. O alinhamento do movimento com a diplomacia foi tão completo que Porter McCray deixou o MoMA em 1951 para o Plano Marshall, e John Hay Whitney tornou-se Embaixador da Grã-Bretanha em 1957, com Nelson Rockefeller assumindo a presidência do conselho.