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Eu fui a Princeton em busca da grandeza e voltei medíocre

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Na primavera de 1988, eu tinha acabado de entrar em Princeton e imaginava que seria feliz, desprovido do meu passado indiano e totalmente imerso em um futuro americano. Eu queria escapar da minha família e dos horizontes estabelecidos por professores que viam os índios como capazes de nada. Eu queria deixar meus compatriotas indianos para trás.

Ninguém na Reserva Leech Lake, em Minnesota, onde passei a vida, parecia se interessar em mim. Não era escuro o suficiente ou selvagem o suficiente para contar. Se eu pudesse colocar palavras na boca coletiva da reserva, teria dito: 'Não sou de aqui.

Apenas olhe para mim.' O indiferente era mútuo. A meus olhos, a Reserva Leech Lake era completamente insignificante. Era provavelmente a mais pobre.

Parecia que nossa reserva havia sido abandonada pelo governo, pelos nossos vizinhos e pela própria história; nada acontecia lá exceto uma cinta transportadora perpétua de sofrimento. A Princeton, sentia que estava saindo da van Dodge da minha mãe e pisando as margens da América. Eu fui de um lugar onde não me sentia em casa para um lugar real que parecia me receber.

Bem-vindo, disse, com um abraço de pedras de canto. Bem-vindo, disse, com seu tijolo austero e hera irritante. Bem-vindo, ao lugar onde as coisas acontecem.

Princeton era um lugar de possibilidades, onde eu poderia participar da história em vez de ser esmagado por ela. Mas claro que eu não tinha deixado esse lugar menor para trás; eu o tinha trazido comigo sem saber. Ahí estava em Princeton, ao serviço da nação, e indubitavelmente índio entre uma multidão de não índios.

A indiscutibilidade da minha índioidade era majoritariamente uma questão de contraste. Eu percebi que meus colegas de turma e professores pareciam se surpreender de que eu estivesse lá de todo.