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Robôs humanoides: show, não trabalho real

Financial Times Companies •
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Robôs bípedes podem parecer impressionantes fazendo truques no YouTube, mas o verdadeiro valor reside em seus primos industriais, menos chamativos e altamente funcionais. Nos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides em Pequim esta semana, robôs correram, boxearam, jogaram futebol e realizaram rotinas de cheerleading sincronizadas. Um até bateu o recorde de 100 metros de Usain Bolt antes de colidir com uma parede acolchoada. Tais feitos ajudaram a Unitree Robotics a realizar uma listagem na Bolsa de Valores de Xangai fortemente sobrescrita, atingindo brevemente um valor de mercado de US$ 51 bilhões. Nos EUA, Elon Musk afirmou que o Optimus da Tesla poderia gerar até US$ 10 trilhões em vendas de longo prazo.

Mas robôs humanoides lutaram com tarefas hábeis como limpar mesas ou conectar carregadores. Alguns roboticistas argumentam que imitar a forma humana é ineficiente, exigindo até 30 eixos de movimento quando designs mais simples usam metade disso, tornando-os mais caros e desajeitados. A grande maioria dos robôs instalados são máquinas funcionais de operação única que lidam com trabalhos entediantes, sujos, delicados e perigosos.

A China domina a robótica industrial com cerca de 2 milhões de unidades instaladas, 4,5 vezes mais que o Japão, e responde por cerca de 54 por cento das novas instalações globais. Como Japão e Coreia do Sul, a China adota robôs para compensar forças de trabalho envelhecidas. Os EUA ainda lideram em software robótico, enquanto a administração Trump restringe importações estrangeiras, com a FCC bloqueando importações de robôs humanoides e quadrúpedes por motivos de segurança nacional.