Publicado em 4 de outubro de 2026. A maioria dos executivos conhece o “kitchen sinking” — divulgar más notícias cedo. Mas às vezes nem isso é suficiente. É aí que entra o “pitch-rolling”: um termo inspirado no críquete para preparar o terreno para movimentos futuros difíceis.
O Primeiro-Ministro do Reino Unido, Andy Burnham, usa-o para descrever sua visão de “colocar a Grã-Bretanha em um novo caminho”, com a maioria dos planos só entrando em vigor em 2030 ou depois. Os apoiadores esperam que este atraso permita tempo para preparar o público para decisões impopulares. Nos negócios, o pitch-rolling ajuda novos líderes a aproveitar a popularidade da lua de mel enquanto planejam ajustes dolorosos.
A diretora do Citigroup, Jane Fraser, assumiu em 2021, cortou dezenas de milhares de empregos, e embora os objetivos de rentabilidade permaneçam modestos, as ações do Citi superaram os concorrentes. A arte está em ser realista sem ser muito melancólico — avisos excessivos podem esmagar a moral, como visto no início do governo de Sir Keir Starmer. O da Boeing, Kelly Ortberg, alertou sobre “decisões difíceis” e “mudanças estruturais” em 2024, visando restaurar o liderado da indústria.
A BP mostra o risco quando a execução falha em relação à retórica: os ambiciosos planos verdes de Bernard Looney fizeram pouco progresso, ele foi demitido em 2025 (por conduta, não por desempenho), e seu sucessor inverteu a estratégia. Essa inversão alerta Burnham: mesmo planos bem elaborados podem ser revertidos, como a volta de Donald Trump à Casa Branca com uma agenda pró-petróleo que perturbou os mercados energéticos. Preparar o terreno é vital, mas os líderes também devem se adaptar quando o campo é deslocado.
Fonte: Financial Times Companies · Resumido por HeadlinesBriefing