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A obsessão de Trump pelo Kennedy Center

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Moro em Washington desde 2009 e passei a amar o John F. Kennedy Center for the Performing Arts. Abriu em 1971 e tem sido um memorial vivo, entrelaçado na vida da cidade. Durante anos recebeu o Alvin Ailey American Dance Theater, e vi "Revelations" muitas vezes. Celebrei feriados lá, assisti à Martha Graham Dance Company, ri com Trevor Noah e apreciei a National Symphony Orchestra e a Washington National Opera — onde iam os juízes Ruth Bader Ginsburg e Antonin Scalia. Seu Millennium Stage recebia eventos gratuitos, e todo ano havia "O Quebra-Nozes".

Agora o presidente Trump quer destruir o Kennedy Center. Sua determinação em tomá-lo e sua ameaça de demoli-lo destacam sua petulância incansável. Porque ele quer seu nome no prédio. Em dezembro, seu nome foi adicionado à fachada. Em maio, um juiz federal ordenou sua remoção, observando que só o Congresso pode alterar o nome. O protesto legal foi liderado pela deputada Joyce Beatty, democrata de Ohio.

O sr. Trump quer que as pessoas acreditem que o Kennedy Center era um incubador de esoterismo antiamericano. Mas não era. Recebia musicais em turnê e companhias de dança exuberantes, tratando o público com respeito. Como Francesca Zambello me disse, opiniões políticas não eram discutidas. O Kennedy Center faz parte de um ecossistema cultural onde as artes são acessíveis — muito disso de graça.