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Capacidade Intrínseca: Métrica-Chave da Longevidade

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A capacidade intrínseca, formalmente definida pela Organização Mundial da Saúde em 2015, é uma métrica holística que mede as capacidades físicas e mentais de um indivíduo em cinco subdomínios: cognição, locomoção, capacidade sensorial, bem-estar psicológico e vitalidade. O Dr. John Beard, professor de envelhecimento produtivo na Escola de Saúde Pública Mailman da Universidade de Columbia, que ajudou a desenvolver o conceito, explica que ele captura atributos 'da pele para dentro' para avaliar o funcionamento, e não apenas a presença de doenças. Embora ainda não esteja disponível como um teste clínico padrão, os especialistas esperam que os médicos o utilizem para acompanhar as trajetórias de saúde de idosos, permitindo intervenção precoce antes que os riscos de incapacidade ou mortalidade aumentem.

Pesquisas mostram que a capacidade intrínseca correlaciona-se com esses riscos, e seu acompanhamento longitudinal poderia detectar declínio mesmo em indivíduos aparentemente robustos. Atualmente, ensaios clínicos estão em andamento, incluindo um estudo de mundo real na França onde idosos completam questionários regulares para obter recomendações personalizadas, com pontuações em declínio acionando acompanhamento médico. David Furman, professor do Buck Institute for Research on Aging, observa que a intervenção precoce é esperada para prolongar a vida útil, embora os dados ainda estejam pendentes. Um estudo semelhante nos EUA foi lançado recentemente no Novo México.

Além disso, um novo programa financiado pela ARPA-H (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada para a Saúde), parte do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, tem como objetivo validar a capacidade intrínseca como biomarcador para acelerar a aprovação pela FDA de medicamentos que prolongam a saúde.