Em 1976, um cientista belga de 27 anos, Dr. Peter Piot, ajudou a identificar o vírus Ebola amostras de sangue enviadas a Antuérpia. As amostras, originárias de uma freira falecida em Yambuku, Zaire (agora República Democrática do Congo), foram inicialmente suspeitas de serem febre amarela. Sob o microscópio, Piot e sua equipe observaram um vírus novel e filiforme, diferente de qualquer patógeno conhecido na época.
Nomeado após um rio próximo, Ebola provocou múltiplos surtos; a cepa recente de Bundibugyo deixou quase 9.000 pessoas doentes e matou mais de 4.200 até 6 de outubro. Menos de uma década depois, Piot desempenhou um papel fundamental na identificação do HIV em África, desafiando a concepção de que afetava apenas certos grupos. Mais tarde, tornou-se o primeiro diretor da UNAIDS, defendendo a equidade em saúde global.
Agora com 77 anos, Piot preside o Reset de Accra, uma iniciativa multinacional para reformar a saúde global. Em uma entrevista recente, ele enfatizou a natureza imprevisível das doenças infecciosas e a importância da preparação, lembrando como cientistas antes lidavam com espécimes perigosos com proteção mínima.
Fonte: New York Times Top Stories · Resumido por HeadlinesBriefing