Enquanto os Estados Unidos e a China competem pela dominação em inteligência artificial, a China priorizou o recrutamento de pesquisadores internacionais por meio de novos vistos e bolsas, mas os estrangeiros ainda hesitam em se mudar. Um estudo do Carnegie Endowment for International Peace revela que por cada 30 pesquisadores chineses trabalhando nos Estados Unidos, apenas um se muda para a China. Apesar das tensões, segundo Damien Ma, que liderou o estudo, o número de pesquisadores de origem chinesa nos Estados Unidos aumentou em quatro pontos percentuais ao longo de três anos.
A pesquisa acompanhou as afiliações dos autores na Neur IPS, uma conferência líder em machine learning. Embora a China falhe em atrair talentos estrangeiros, ela está retendo mais pesquisadores nacionais educados localmente. Em 2022, apenas seis das 30 melhores instituições Neur IPS eram chinesas; para 2025, esse número chegou a 12, com Peking University e Tsinghua University superando instituições norte-americanas como MIT e Stanford.
Os pesquisadores chineses compuseram 41% dos autores da Neur IPS em 2025, em comparação com 34% dos Estados Unidos. Essa mudança reflete as crescentes oportunidades no setor de IA da China, incluindo empresas como Deep Seek e Moonshot. No entanto, os Estados Unidos ainda se beneficam das redes de pesquisadores estabelecidas e das restrições de visto adiadas da administração Trump.
Entidades-chave: Empresas: Deep Seek, Moonshot, Interconnected Capital, Open AI | Pessoas: Tim Cook, Elon Musk, Damien Ma, Yingyi Ma, Kevin Xu | Locais: China, Estados Unidos, Syracuse University, Carnegie Endowment for International Peace.
Fonte: New York Times Top Stories · Resumido por HeadlinesBriefing