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Jabber/XMPP: 25 anos de independência digital

Hacker News •
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O conceito de possuir infraestrutura ressoa nos domínios físico e digital, de rodovias a habitação. Embora a Europa tenha historicamente ficado para trás ao tratar serviços digitais como infraestrutura pública, o clima político atual sob Trump destaca a necessidade de ser cético em relação às corporações americanas. O objetivo não deve ser substituir os gigantes dos EUA pelos europeus, mas buscar uma propriedade coletiva onde as empresas orientadas pelo lucro permaneçam facilmente substituíveis.

Os padrões abertos são cruciais para essa independência, permitindo interoperabilidade semelhante à cadeia de suprimentos de hardware modular da internet inicial. No entanto, as ferramentas de comunicação frequentemente escapam a esse escrutínio apesar de serem infraestrutura humana vital. Os defensores frequentemente citam Signal, Wire e Threema como alternativas éticas à Big Tech, mas essas plataformas operam como jardins murados sem verdadeira interoperabilidade.

Mesmo que Signal use práticas éticas, depender de um único provedor falta uma rede de segurança. Se os servidores forem desligados ou as políticas mudarem, os usuários não têm saída. O software de código aberto garante transparência do código e criptografia sólida, diferentemente do WhatsApp e outros produtos da Meta, mas não protege contra a descontinuação do serviço. A verdadeira soberania digital requer padrões abertos que permitam que menores jogadores se conectem e interoperem, garantindo resiliência a longo prazo e controle dos usuários sobre sua infraestrutura de comunicação.

Entidades-chave: Empresas: Nestlé, Trump, AWS, Signal, Wire, Threema, WhatsApp, Meta | Locais: Europa, China, UE