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O boom do petróleo da Exxon Mobil na Guiana enfrenta riscos políticos

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A uma hora de helicóptero da capital da Guiana, a plataforma offshore One Guyana da Exxon Mobil opera com mais de 160 trabalhadores em turnos de 12 horas, simbolizando a enorme aposta da empresa nessa nação sul-americana. Desde que descobriu petróleo em 2015, a Guiana tornou-se a economia de crescimento mais rápido do mundo, produzindo agora quase 1 por cento do fornecimento global. De acordo com dados da Kpler, grande parte desse petróleo flui para a Europa, substituindo barris russos, e para a Ásia no meio da guerra do Irã. As operações da Guiana contribuíram com um estimado de 15 por cento da renda operativa da Exxon no ano passado, elevando a produção total a um máximo de 40 anos. Como o economista Richard Rambarran observou: «Costuma-se dizer que a Exxon salvou a Guiana… Também se poderia dizer que a Guiana salvou a Exxon.»

No entanto, riscos significativos pairam no horizonte. Críticos como Thomas Singh, economista da Universidade da Guiana, argumentam que a Guiana recebe um acordo terriblemente ruim de apenas 14,5 por cento, muito abaixo do que a Noruega ou o Brasil recebem. O presidente da Exxon Guiana, Alistair Routledge, afirma que o contrato é justo, observando que a Exxon assume todo o risco financeiro e que um mecanismo de escalonamento aumentará a participação da Guiana agora que os custos de desenvolvimento foram recuperados.

Além disso, a instabilidade política e uma disputa territorial com a Venezuela complicam ainda mais as operações. A Corte Suprema das Nações Unidas está avaliando o conflito fronteiriço, o que bloqueia a exploração em áreas disputadas. A Exxon deve navegar nesse cenário fragmentado evitando o nacionalismo de recursos que tem apreendido ativos privados em outras partes da América Latina.

Entidades-chave: Empresas: Exxon Mobil, Kpler | Pessoas: Simon Romero, Rebecca F. Elliott, Faudia Ramjohn, Richard Rambarran, Thomas Singh, Alistair Routledge | Locais: Guiana, Venezuela, Europa, Ásia, Noruega, Brasil, América Latina, Oceano Atlântico