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Reino Unido aperta segurança da cadeia de suprimentos

Financial Times Companies •
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O governo do Reino Unido está propondo mudanças legais para impedir que empresas comprem produtos de fornecedores de alto risco, após um ciberataque de um grupo de hackers ligado ao Irã que desligou uma pequena usina a gás. Emendas ao Projeto de Lei de Segurança Cibernética e Resiliência permitiriam que ministros exigissem que setores críticos — energia, saúde, telecomunicações — implementem a remoção gradual de certos fornecedores ou enfrentem proibições de adquirir sua tecnologia. A baronesa Liz Lloyd, ministra de segurança cibernética, disse que os poderes permitem agir "antes que uma ameaça se materialize, não apenas depois que o dano é feito".

O Centro Nacional de Segurança Cibernética alertou as empresas para fortalecerem suas defesas, observando que as cadeias de suprimentos são uma "barriga mole" para hackers. Empresas de energia, fortemente dependentes de painéis solares, baterias e veículos elétricos fabricados na China — a China fornece mais de 90% dos painéis solares globais — alertam que as regras podem aumentar custos e atrasar projetos. O projeto de lei também obriga empresas reguladas a relatar ataques significativos ao NCSC em 24 horas e enviar relatórios de incidentes em 72 horas, com multas por não conformidade em estruturas de proteção de dados e treinamento de pessoal.