HeadlinesBriefing favicon HeadlinesBriefing.com

Medida eleitoral de Montana desafia Citizens United

New York Times Top Stories •
×

O nojo dos eleitores em relação aos gastos políticos de corporações e sindicatos está impulsionando o apoio a uma medida eleitoral em Montana para proibir o "dinheiro escuro", potencialmente testando a decisão Citizens United da Suprema Corte. A medida tem o apoio de um ex-governador republicano e um senador democrata. O principal desafio: encontrar a brecha na decisão de 2010 que permitiu gastos políticos independentes como liberdade de expressão.

Os apoiadores argumentam que as corporações são entidades registradas no estado, então Montana pode revogar os registros por gastos políticos, tornando-se uma questão de soberania estadual. Os oponentes, incluindo o governador republicano e a Câmara de Comércio de Montana, chamam-na de inconstitucional. "Ainda não conversei com uma pessoa que não pense que há dinheiro demais na política", disse Jeff Mangan, fundador da Transparent Election Initiative.

Se aprovada em novembro, entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027, tornando Montana o primeiro estado com essa lei. O Havaí aprovou uma proibição semelhante em maio, já sendo contestada. Em 2024, quase US$ 2 bilhões em dinheiro escuro foram gastos nacionalmente, segundo o Brennan Center for Justice.

Montana, que o presidente Trump venceu por 20 pontos percentuais em 2024, tem uma veia populista e desconfiança de grandes instituições. A medida proibiria empresas, sindicatos e organizações sem fins lucrativos de doar para candidatos ou partidos. Requer maioria simples. Os oponentes dizem que concentra o poder entre indivíduos ricos.

Entidades-chave: Empresas: New York Times, Transparent Election Initiative, Montana Chamber of Commerce, Brennan Center for Justice, Loyola Marymount University | Pessoas: Jeff Mangan, Justin Levitt, Todd O’Hair, Donald Trump | Locais: Montana, Havaí, Los Angeles