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S&P Global: transição energética pragmática

Financial Times Companies •
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Martha Muir em Nova York reporta da cúpula de ministros de energia do G20 em Houston onde o Federal Reserve aumentou as taxas em um quarto de ponto para 3,75-4 por cento sob a presidência de Kevin Warsh, desafiando os apelos de Donald Trump para reduzir custos de empréstimo em meio à inflação do choque energético da guerra no Irã. Harold Hamm, um importante apoiador de Trump, anunciou que a Continental Resources assinou um memorando com a Petróleos de Venezuela para desenvolver um campo de petróleo no cinturão do Orinoco na Venezuela, chamando-o de potencial renascimento energético.

Um novo relatório da S&P Global coescrito por Daniel Yergin insta a um "retorno ao pragmatismo" no discurso da transição energética. Ele descreve três cenários: um caminho de redução de emissões visando aquecimento de 2°C, um caminho de realidades atuais (aumento de 1,9°C-2,8°C) e uma prioridade de caminhos divergentes refletindo um sistema global bifurcado. O relatório destaca como a crise do Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz expõem economias em desenvolvimento importadoras de energia a choques de oferta.

Yergin observa que sessões globais de escuta revelaram que a demanda energética do mundo em desenvolvimento é subestimada, tornando a transição multidimensional em vez de "tamanho único". Mercados emergentes e economias em desenvolvimento (EMDEs), não apenas centros de dados, estão impulsionando o crescimento da demanda energética, exigindo abordagens personalizadas para diferentes contextos econômicos.