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A rede elétrica global enfrenta um desafio de 80 milhões de km

Financial Times Companies •
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António Guterres, secretário-geral da ONU, lançou o Acelerador de Redes Globais (Global Grids Accelerator) para adicionar ou substituir 80 milhões de quilômetros de linhas de transmissão até 2040, como parte da transição para energias limpas. A iniciativa visa unir governos, investidores e especialistas para melhorar a infraestrutura da rede, com foco inicial na África e no Sudeste Asiático. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), no ano passado, 1.700 gigawatts de projetos renováveis e 600 gigawatts de armazenamento em baterias estavam presos em filas de conexão à rede.

Muitos projetos eólicos e solares conectados enfrentam cortes (curtailment) devido a transmissão inadequada, forçando a dependência de combustíveis fósseis mais caros. As barreiras principais incluem: permissões lentas (geralmente mais de uma década), desafios técnicos ao integrar renováveis dispersos, e custos em alta — os preços dos transformadores subiram drasticamente em cinco anos. O investimento anual na rede subiu de US$ 300 bilhões em 2020 para US$ 400 bilhões em 2025, mas precisa aumentar em 50% até 2030 para atender à demanda, segundo a IEA.

O problema é especialmente urgente na Europa devido aos altos preços de eletricidade que afetam a competitividade, e nos EUA, onde centros de dados e IA estão impulsionando um crescimento sem precedentes na demanda.