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Drone russo atinge Academia de Ciências de Kyiv: um morto e seis feridos

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Na segunda-feira, um drone a jato russo atingiu a Academia Nacional de Ciências em Kyiv, incendiando os dois andares superiores e obrigando os funcionários a escapar rastejando pelas janelas. O ataque ocorreu pouco antes das 13h30, horário de Kyiv, durante o intervalo para almoço, quando a maioria da equipe estava em seus escritórios. Os bombeiros trabalharam para conter o incêndio enquanto cientistas, incluindo a subdiretora adjunta de 65 anos Vira Yevhrafova, perderam seus escritórios e materiais de pesquisa.

Pelo menos uma pessoa morreu, seis ficaram feridas e uma está desaparecida. Este ataque faz parte de uma campanha sustentida da Rússia usando drones a jato para atacar Kyiv, que são difíceis de interceptar. A vida diária na capital agora é marcada por tiros de defesa antiaérea e impactos frequentes em infraestruturas civis, incluindo centros de dados, postos de gasolina e arranha-céus.

Menos de duas horas após o ataque à academia, outro drone atingiu uma clínica a uma milha ao sul, seguido pela interceptação de um terceiro drone perto de um prédio próximo. Esses ataques se tornaram rotineiros, muitas vezes passando despercebidos internacionalmente a menos que as imagens sejam dramáticas. Os ucranianos expressaram luto e raiva, com o tenente militar Andriy Kovalenko chamando a guerra de "idiota" após compartilhar fotos de pessoas fugindo do prédio em chamas.

Vira Balanovska, de 43 anos, caminhando com sua filha diante das chamas, disse que a Rússia pretende assustar os ucranianos e interromper suas vidas diárias, visando não apenas os suprimentos de alimentos, mas também a pesquisa científica e a educação. Evelina Riabenko contribuiu para a cobertura. Kim Barker, Maria Varenikova e Oleksandra Mykolyshyn são repórteres do New York Times que cobrem a guerra.