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Guerra de cartéis ataca mulheres em Sinaloa

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Quase um ano após o desaparecimento de sua irmã Cecilia em Mazatlán, Sinaloa, Nadia Berrelleza busca desesperadamente por respostas. Cecilia, 31 anos, desapareceu em julho de 2025 após almoço com amigos. Nadia enfrentou tentativas de extorsão usando imagens e vídeos gerados por IA retratando falsamente o destino de sua irmã.

O desaparecimento reflete um aumento na violência contra mulheres em Sinaloa, impulsionado por uma guerra de dois anos entre facções do Cartel de Sinaloa. Em 2024, 105 mulheres foram mortas — o maior número em 14 anos — e 299 desapareceram, com 73 casos investigados como feminicídios. Em julho de 2025, Sinaloa novamente liderou o México em assassinatos de mulheres, com 153 desaparecidas.

A impunidade é generalizada: apenas 8% dos casos de feminicídio de 2015–2026 resultaram em condenações, espelhando uma taxa nacional de 95% de crimes violentos não resolvidos. Forçada a investigar sozinha, Nadia arriscou a vida, uma vez disfarçada de homem para seguir uma dica até um rancho do cartel, e outra vez se passando por moradora de rua para vigiar uma boca de fumo posteriormente invadida pela polícia. Câmeras de rua capturaram Cecilia sendo algemada e levada da casa de um namorado, levando Nadia a suspeitar do amigo que as dirigia. "Este é um ninho de cobras," disse Nadia. "Os bons são superados em número.".