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EUA admitem implantar armas espaciais em órbita

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Os EUA se tornaram o primeiro país a admitir o implante de armas espaciais, marcando uma mudança da exploração para a militarização. O secretário da Força Aérea, Troy Meink, anunciou o implante de 'armas de controle espacial em órbita' para se defender de adversários hostis, embora os sistemas específicos permaneçam não identificados. Especialistas militares especulam que essas armas podem incluir lasers, sistemas de micro-ondas de alta potência ou satélites de ataque com braços robóticos.

A China e a Rússia rapidamente condenaram a medida, pedindo uma proibição da corrida armamentista espacial, embora ambas as nações há muito tempo realizem testes antisatélite secretos. A China demonstrou capacidades ofensivas em 2007 ao destruir um de seus próprios satélites, enquanto a Rússia é acusada de provocar interrupções de GPS em toda a Europa desde 2019.

A militarização do espaço reflete o colapso da governança internacional, particularmente o Tratado do Espaço Exterior de 1967, que proíbe armas de destruição em massa em órbita. Com mais de 80 países operando 18.000 satélites — incluindo o Starlink de Elon Musk — o espaço se tornou um campo de batalha estratégico e comercial. O relatório da Secure World Foundation destaca que o espaço é visto como um domínio de combate desde a década de 1960, mas os desenvolvimentos recentes aumentam os riscos de escalada e erro de cálculo.

Entidades-chave: Empresas: Financial Times, Secure World Foundation, Starlink | Pessoas: John Thornhill, Troy Meink, Elon Musk, Victoria Samson | Locais: Washington, Europa, Pequim