O negócio de moda e couro da LVMH relatou uma queda de 5% nas vendas no Q3 de 2026, marcando um revés após um trimestre anterior de crescimento. A queda superou as expectativas dos analistas de 1,8% e reflete a fraqueza da demanda na China, onde as esperanças iniciais de uma virada se dissiparam. Fatores macroeconômicos mais amplos, incluindo turbulência geopolítica, pressões inflacionárias e conflitos no Oriente Médio, abafaram a confiança do consumidor, especialmente entre os compradores de luxo “aspiracionais”.
Embora a receita orgânica geral do grupo tenha subido 1% para €18,5 bilhão, impulsionada pelo forte desempenho de joalheria e retalho de beleza, a divisão de moda continua enfrentando ventos contrários. A CFO da LVMH, Cécile Cabanis, observou que a recuperação está atrasada, mas intacta, afirmando que “não há nada estrutural” prejudicando as perspectivas. O setor de luxo enfrenta uma temporada de relatórios desafiante, com marcas de ponta sentindo pressão.
Louis Vuitton especificamente sofreu danos reputacionais na China following uma disputa de marca com a marca de chá Molly Tea, impactando tendências de consumo. Analistas da Jefferies observaram que a marca adotou uma abordagem de marketing de perfil baixo em resposta. Com o valor de mercado da LVMH mais do que cortado do seu pico de 2023 e o consumo de luxo nos EUA também mostrando sinais de desaceleração, o grupo mira as divisões de joalheria e retalho seletivo para compensar a fraqueza contínua em seu segmento central de moda e couro.
Fonte: Financial Times Companies · Resumido por HeadlinesBriefing