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UE pede pressão a redes sociais contra radicalização de jovens

Financial Times Companies •
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Segundo o coordenador antiterror Bartjan Wegter, a UE precisa exercer mais pressão sobre plataformas de mídia social que permitem a radicalização de jovens. Wegter disse ao Financial Times que o ambiente digital online se tornou uma placa de Petri conectando várias ameaças. Ele enfatizou que o atual livro de regras digital da UE sobre conteúdo extremista certamente não cobre todas as necessidades.

Embora reconheça que a legislação possa desempenhar um papel, Wegter argumentou que o foco deve estar no diálogo fortalecido com a indústria. A UE não viu ataques em grande escala há quase uma década, mas ataques individuais de menor escala encenados por menores recrutados online aumentaram acentuadamente. Wegter descreveu isso como terrorismo de autoatendimento, observando um enorme aumento de menores e jovens adolescentes envolvidos.

Ele criticou os resultados limitados do diálogo existente com a indústria, afirmando que se a radicalização continuar a aumentar, algo está errado. Grandes plataformas como Facebook, Instagram e TikTok já enfrentam obrigações sob a Lei de Serviços Digitais. A Meta realizou campanhas educacionais para usuários que seguiram contas de terrorismo removidas.

No entanto, Wegter apontou para o conteúdo mais obscuro que incita ao ódio, mas não se qualifica estritamente como material terrorista. Nos EUA, a Meta concordou recentemente com novos recursos de segurança como parte de um acordo judicial de 18 bilhões de dólares. Wegter disse que uma mistura de pressão e diálogo é ideal, acrescentando que a impunidade das redes sociais chegou ao fim.