O diretor da CME Group Inc. disse ao presidente da Commodity Futures Trading Commission (CFTC) que a agência precisava fazer mais para prevenir a manipulação nos mercados de previsão, à medida que as startups de trading crescem e se tornam negócios de bilhões de dólares. As plataformas, que a agência considera bolsas de derivativos sob sua jurisdição, dispararam em popularidade nos últimos 18 meses. Polymarket e Kalshi são os dois maiores players do setor e ambos afirmam ser contrários à negociação com informações privilegiadas e fiscalizar ativamente os mercados.
O confronto destaca a crescente fiscalização regulatória à medida que os mercados de previsão evoluem de plataformas de nicho para importantes centros financeiros. O CEO da CME Group, Terry Duffy, alertou repetidamente que o arcabouço de supervisão da CFTC não acompanhou o ritmo da inovação, especialmente no que diz respeito ao desenho de contratos e à vigilância do mercado. O presidente da CFTC, Rostin Behnam, reconheceu o desafio, mas enfatizou a autoridade existente da agência sobre contratos de eventos. Tanto Polymarket quanto Kalshi sustentam que empregam programas robustos de conformidade, incluindo verificações de conhecimento do cliente (KYC) e monitoramento automatizado de atividades suspeitas. O debate ressalta a tensão entre operadores de bolsas tradicionais que buscam um campo nivelado e novos participantes que argumentam que a regulamentação excessiva poderia sufocar uma indústria nascente.
Entidades-chave: Empresas: CME Group Inc., Polymarket, Kalshi, Commodity Futures Trading Commission | Pessoas: Terry Duffy, Rostin Behnam
Fonte: Bloomberg Markets · Resumido por HeadlinesBriefing