O autor defende que a IA ameaça a alma da matemática, não apenas sua utilidade. Para muitos, a matemática nunca foi uma ferramenta, mas um ofício, uma forma de arte buscada pelo prazer, pela maestria e pela imortalidade intelectual.
Assim como um seleiro devastado pelas bolsas produzidas em massa sentiria que o propósito de sua vida foi apagado, os matemáticos temem perder o próprio ato da descoberta. O autor lamenta a passagem de criador a gestor ou vendedor, papéis que nunca quis desempenhar. Ele rejeita a narrativa de que a programação ou a matemática sempre se trataram de liderança. Para eles, a beleza estava em resolver problemas e construir coisas, não em supervisionar outras pessoas. A ascensão da IA não os liberta para fazer mais: ela lhes tira a paixão que cultivavam, substituindo-a por uma existência vazia.
Fonte: Hacker News · Resumido por HeadlinesBriefing