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China responde às novas sanções de Trump contra o Irã

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Na terça-feira, a China criticou duramente a nova campanha de sanções da administração Trump contra o Irã, advertindo que defenderá seus interesses e acusando os EUA de perturbar a ordem financeira global. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, delineou planos para 'cortar cada linha de vida econômica' do Irã, visando mais de 60 corretoras, empresas e navios, incluindo mais de uma dúzia de pequenas empresas de Hong Kong e da China. No entanto, as principais instituições financeiras chinesas estavam conspicuamente ausentes da lista, sugerindo que Washington reluta em colocar em risco uma trégua frágil com Pequim.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, afirmou que a China 'tomará todas as medidas necessárias para proteger firmemente seus próprios direitos e interesses', enquanto a mídia estatal descreveu as sanções dos EUA como um vício. Esse confronto destaca um dilema: a China continua comprando petróleo iraniano e fornecendo materiais que sustentam a economia e o exército de Teerã, mas os EUA mostram pouco apetite para abrir outra frente econômica com uma China cada vez mais retaliatória. Dado que Xi Jinping deve se encontrar com o presidente Trump no próximo mês, Bessent enfatizou a 'diplomacia silenciosa' mas prometeu penalizar uma grande instituição financeira internacional sem especificar detalhes.

O analista Daniel Tannebaum observou que Washington permanece extremamente relutante em tomar medidas contra a China, especialmente porque a China detém mais alavanca, incluindo o controle sobre minerais críticos e cadeias de suprimento que estão programadas para retomar restrições após um ano de alívio.