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Exportadores fertilizantes preenchem lacuna guerra Irã

Financial Times Markets •
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Os temores de que a guerra dos EUA e Israel contra o Irã desencadeasse uma crise alimentaria global sufocando o fornecimento de fertilizantes pelo Estreito de Ormuz diminuíram, pois exportadores alternativos preencheram a lacuna. As importações de ureia via Ormuz caíram 85 por cento, mas o volume total de importações caiu apenas 6 por cento enquanto Egito e Nigéria aumentaram exportações de ureia em 98 e 81 por cento respectivamente, segundo dados do Centro de Comércio Internacional (ITC). EUA, Rússia e China também aumentaram participação de mercado.

Porém, Pamela Coke-Hamilton, diretora executiva do ITC, alertou que a mudança teve custo: custos médios de importação de ureia subiram 70 por cento ano-a-ano no T2 2026, preços de referência na Índia picando perto de 950 dólares por tonelada em maio antes de cair para cerca de 400. Willis Thomas, chefe de fertilizantes da CRU, notou que nitrogênio é o nutriente agrícola mais crítico. Abu Qir Fertilizers, MOPCO, Egyptian Basic Industries Corporation e Egyptian Fertilizers Company no Egito, junto com Dangote Fertiliser da Nigéria, aumentaram oferta.

Impactos permanecem desiguais; Brasil viu custos importação ureia e enxofre subirem 56 e 176 por cento, enquanto nações africanas como África do Sul, Quênia e Moçambique, antes dependentes de Ormuz para mais de 70 por cento de ureia, enfrentam riscos agudos de acessibilidade. Preços de fosfato permanecem altos, ameaçando produtividade de longo prazo.