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Interfaces cérebro-computador: 1 bi em 2026

Financial Times Companies •
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Jasaun Knight, uma das menos de 200 pessoas no mundo com um implante de interface cérebro-computador (BCI), descreveu a experiência como 'telecinesia' e sensação de ter um superpoder. As BCI detectam atividade neural e a traduzem em comandos digitais, oferecendo potencial para restaurar fala e movimento àqueles com lesões ou doenças.

Segundo dados da Pitch Book, empresas que desenvolvem BCI captaram mais de 1 bilhão de dólares em 2026, contra 1,56 bilhão nos quatro anos anteriores combinados. A Neuralink, fundada por Elon Musk há uma década, é a mais bem financiada, tendo captado mais de 1,3 bilhão em sete rodadas. A Precision Neuroscience, que implantou o dispositivo de Knight, é outra protagonista.

As empresas mais ambiciosas desenvolvem dispositivos "invasivos" inseridos através de incisão cirúrgica no crânio. Algumas, como a Neuralink, têm eletrodos que penetram o cérebro e são projetados para uso a longo prazo. Outras, incluindo a Precision Neuroscience, desenvolvem BCI finas e flexíveis que ficam na superfície do cérebro sem perfurá-lo.

Empresas americanas, incluindo Synchron, Blackrock Neurotech, Axoft e Merge Labs, beneficiam-se de mercados profundos de venture capital nos EUA e de uma Food and Drug Administration (FDA) que executivos consideram mais responsiva que reguladores na Europa. Mas um grupo de empresas inovadoras de BCI está surgindo na Europa, entre elas Cor Tec na Alemanha, Onward Medical nos Países Baixos, In Brain na Espanha, e Neurosoft e Ability Neurotech na Suíça.