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Início do julgamento penal da Huawei em Nova York

Financial Times Companies •
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Um júri de Brooklyn decidirá se o ascenso da Huawei foi construído sobre atividades criminais, conforme alegam os promotores que a empresa operou um empreendimento de racketeering por duas décadas. As acusações incluem roubar segredos de competidores via um 'grupo de gestão de competição' que pagava bônus por espionagem, enganar bancos sobre o negócio com Irã, e até mesmo tomar um braço robótico da T-Mobile. Huawei nega as acusações, chamando a prosecuição de politicamente motivada.

Receitas atingiram $127bn no ano passado. O julgamento, que se espera que dure meses, poderia complicar a visita do presidente Xi Jinping a Washington. Especialistas legais observam que o caso intersecta tecnologia, sanções e diplomacia EUA-China.

Se declarado culpado, Huawei poderia enfrentar multas o dobro dos ganhos ilícitos sob leis de racketeering. O julgamento ocorre no Distrito Leste de Nova York, sede de casos anteriores contra Gautam Adani e funcionários da FIFA. Huawei permanece na lista de entidades dos EUA desde 2019, mas se expandiu para EVs e IA apesar das sanções.

Meng Wanzhou, CFO e filha do fundador Ren Zhengfei, não está em julgamento mas pode aparecer como testemunha.