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Atraso no imposto digital da UE

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A Comissária Europeia Wopke Hoekstra afirmou que não imporá um imposto digital a nível da UE até que as soluções globais sejam esgotadas, apesar das recorrentes chamadas francesas para que Bruxelas actue. Hoekstra disse ao Financial Times que a UE deve esperar até explorar todas as possibilidades para uma abordagem mundial, alertando que uma ação unilateral arrisca agravar ainda mais as relações econômicas já tensas com os Estados Unidos. A França, apoiada pelo Parlamento Europeu, argumenta que um imposto digital a nível da UE poderia gerar receitas substanciais e proteger os países individuais de represálias bilaterais, especialmente enquanto a Itália, a Espanha e a Áustria já enfrentam investigações da Seção 301 dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos se opõem a tais impostos, considerando-os discriminatórios para com suas empresas multinacionais. A UE abandonou planos unilaterais após o acordo multilatéral da OCDE de 2021 conhecido como Pillar 1. Hoekstra enfatizou que a decisão de prosseguir com um imposto ao nível da UE deve ser tomada nos próximos meses, aproximadamente até o final do ano.

A pesquisa da Comissão estima que tal imposto poderia arrecadar aproximadamente 5 bilhões de euros anualmente. Além disso, os ministros de finanças do G7 designaram a OCDE, com sede em Paris, para relatar os progressos em dezembro, embora as esperanças de uma concretização permaneçam baixas devido à oposição contínua dos Estados Unidos. A posição da UE surge em meio a tensões transatlânticas mais amplas, incluindo o apoio da presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen à candidatura de adesão associada do Canadá, que o presidente americano Donald Trump ameaçou responder com tarifas sérias.