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Dólar sobe com dados hawkish da Fed

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O dólar subiu na quarta-feira após os dados de atividade empresarial dos EUA aumentarem ao ritmo mais rápido em mais de cinco anos, fortalecendo o caso para que o Federal Reserve continue elevando as taxas de juros. O Índice Bloomberg Dollar subiu até 0,6%, alcançando o nível mais alto desde 30 de julho. Até agora este mês, subiu 1,3%. Os rendimentos do Tesouro dos EUA saltaram após o lançamento dos dados, enquanto as preocupações com a inflação persistem. Todas as moedas do Grupo 10 caíram contra o dólar.

“Os fundamentos estão alinhados para mais upside do dólar aqui”, disse Alex Cohen, estrategista de câmbio do Bank of America. “Os dados PMI em alta servem como lembrete da resiliência da economia dos EUA. A tendência de fraqueza dos dados americanos no verão atenuou, as altas de taxa esperadas da Fed parecem mais duráveis que em outros lugares.” O sentimento em torno do dólar verde continua a melhorar enquanto os investidores se preparam para força prolongada. Após o primeiro aumento de taxa da Fed em três anos na semana passada, os funcionários mantiveram postura hawkish sobre a inflação.

Historicamente, a última semana completa de setembro se mostrou a mais forte para o dólar na última década. Nesse período, o dólar registrou o maior retorno mediano de qualquer semana do ano, dados compilados pelo Bloomberg mostram. O atual rally de 0,7% do dólar para a semana que começa em 21 de setembro, considerado o último do mês, sugere que este ano não será diferente. Com a Fed voltando a elevar taxas, a diferença entre as taxas dos EUA e outros bancos centrais principais está se alargando novamente — segundo Elias Haddad, chefe global de estratégia de mercados da Brown Brothers Harriman em Londres —, apoiando o apelo do dólar.

Entidades-chave: Empresas: Bank of America, Brown Brothers Harriman | Pessoas: Alex Cohen, Elias Haddad | Locais: Londres

Perguntas frequentes: Por que o dólar está fortalecido?

O dólar está fortalecido devido à política hawkish da Reserva Federal, aos fortes dados econômicos dos EUA e ao alargamento dos diferenciais de juros com outros bancos centrais principais.