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Estrelas do rugby galês devolvem aos clubes da infância

BBC Sport •
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O futebol elite muitas vezes afasta jovens jogadores de casa cedo, mas o rugby galês é diferente. Muitos profissionais passados e atuais do País de Gales permanecem profundamente enraizados em seus clubes comunitários. Josh Adams, com 70 caps do Gales e turnês com os Lions, serve como treinador assistente de ataque no seu clube de infância Hendy.

Aaron Wainwright, apesar de jogar pelos Leicester Tigers, continua diretor de rugby do Whiteheads RFC. Outros exemplos incluem o centro galês Joe Hawkins no Ystalyfera, o ala Harri Deaves no Pontyclun e o antigo capitão do Gales sub-20 Ryan Woodman em Caldicot. Justin Tipuric, avançado do Gales e Lions, passou anos treinando no Trebanos.

Estes jogadores não estão aposentados; muitos estão na casa dos 20 anos, equilibrando carreiras profissionais com compromisso comunitário. Hawkins, de 23 anos, diz ‘Ystalyfera está no meu sangue’, citando laços familiares através de gerações no clube. Ele enfatiza fazê-lo por amor ao jogo, não por dinheiro ou espetáculo, contrastando com os caminhos impulsionados por academias do futebol que frequentemente cortam os laços locais.

Na Copa do Mundo de 2022, apenas Qatar e Arábia Saudita tinham elencos inteiramente de ligas domésticas, destacando como o rugby galês preserva espaço para que os jogadores retornem e ministrem sessões comunitárias. Essa conexão contínua entre rugby profissional e comunitário galês é rara no esporte moderno e vale a pena preservá-la.