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Cúpula do BRICS em Nova Deli guerras e petróleo

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Líderes de economias emergentes se reunirão em Nova Deli no sábado, enquanto guerras e o aumento das preças do petróleo testam a unidade de sua coalizão que busca remodelar uma ordem global dominada pelos Estados Unidos. A cúpula do BRICS reúne a China, Rússia, Brasil, Índia e África do Sul, ampliada para incluir os Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia, Irã e Indonésia. Os Estados membros representam quase metade da população mundial e cerca de 40% da produção econômica global.

Mas o grupo luta para concordar em um objetivo comum, com a China, Rússia e Irã defendendo uma alternativa ao domínio norte-americano enquanto outros mantêm fortes laços com Washington. Os Emirados Árabes Unidos abrigam bases militares dos EUA; o Egito recebe ajuda militar dos EUA. As ações do Irã no Estreito de Hormuz ameaçam os fluxos energéticos vitais para outros membros.

Para o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, anfitrião da cúpula, a reunião é um equilíbrio delicado — buscando reduzir a influência da China sem cair no anti-norte-americano aberto. Xi Jinping visitará a Índia pela primeira vez em sete anos, ao lado de Vladimir V. Putin e Masoud Pezeshkian.

Sergei A. Ryabkov, ministro das Relações Exteriores adjunto da Rússia, disse que o grupo está dividido sobre a guerra do Irã e o resultado é incerto. O BRICS ajuda o Irã a evadir sanções, com a China comprando a maior parte de seu petróleo.

Laços mais fortes com a Índia, China e Rússia podem dar ao Irã mais influência nas negociações com os EUA, mas sua posição no Estreito de Hormuz corre o risco de interromper os interesses de seus parceiros. Putin busca mostrar ao Ocidente que ele tem aliados poderosos através de linhas de vida econômicas do BRICS com a China, Índia e Brasil.