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Crise dos swaps de retorno total no Senegal se agrava

Financial Times Markets •
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A crise da dívida do Senegal agravou-se após a revelação de milhares de milhões de dólares em empréstimos subdeclarados. Na semana passada, o país da África Ocidental anunciou um "plano de tratamento" para a dívida externa, juntamente com um projecto de resgate do FMI de 2,2 mil milhões de dólares, mas as obrigações externas do Senegal caíram. Dias depois, o Senegal afirmou que continuaria a pagar as dívidas externas, incluindo um pagamento de cupão em 13 de Setembro.

O país excluiu a dívida interna da reestruturação, o que cria confusão sobre como mais de 1 mil milhões de euros em swaps de retorno total - derivados que permitem aos bancos internacionais emprestar moeda forte contra garantias de obrigações nacionais - serão classificados. Estes swaps, que podem desencadear chamadas de margem se o valor das obrigações cair, complicam a estratégia de financiamento do Senegal e aumentam os riscos de execução. A S&P Global rebaixou o Senegal para CC, chamando o incumprimento de "virtual certeza", enquanto a Moody's rebaixou para Caa2, citando a complexidade do financiamento resultante do financiamento garantido.

Um swap-chave de 300 milhões de euros com o First Abu Dhabi Bank (FAB) pode exigir reembolso após a S&P e a Moody's terem rebaixado as classificações abaixo dos limiares mínimos. O Ministério das Finanças do Senegal não respondeu a perguntas, e o FAB recusou-se a comentar transacções individuais.