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FMI aprova resgate de 2,2 bilhões para reestruturação da dívida do Senegal

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O FMI aprovou um plano de resgate de 2,2 bilhões de dólares para o Senegal, permitindo que esta nação da África Ocidental reestruture sua dívida externa após revelações de empréstimos ocultos que a deixaram entre os países mais endividos do mundo. O ministério das Finanças do Senegal lançou um "plano de tratamento da dívida" enquanto o FMI retomou seus empréstimos após revelações de bilhões em dívida mal relatada no ano passado. Os títulos em euros vencendo em 2028 caíram para 49 centavos por euro, enquanto os títulos em dólares caíram para 49 centavos por dólar. A dívida ultrapassou 130% do PIB em 2024 após uma auditoria estatal expor relatórios extensos de empréstimos.

Apesar das reduções de gastos, aumentos de impostos e reavaliação do PIB, as dívidas permanecem em torno de 100% do PIB, com juros consumindo quase um quarto da receita do governo, segundo Moody's. As tensões entre o presidente Bassirou Diomaye Faye e o ex-primeiro-ministro Ousmane Sonko atrasaram o acordo do FMI antes do afastamento de Sonko este ano. O FMI enfatizou que ações decisivas são críticas para resolver a má-fé relatada e fortalecer as salvaguardas.

O Senegal busca tratamento de dívida sob um Quadro Comum Aperfeiçoado, um processo apoiado pelo G20. O plano exclui dívidas em francos CFA, que " permanecem fora do escopo dada a importância significativa do mercado regional". Moody's recentemente reduziu a classificação de crédito do Senegal ainda mais na categoria de lixo, alertando que a prolongada ausência de um programa do FMI aumentou a dependência do financiamento regional caro. O Parlamento autorizou uma investigação sobre o empréstimo de troca de rendimento total revelado pelo Financial Times.

Entidades-chave: Pessoas: Joseph Cotterill, Bassirou Diomaye Faye, Ousmane Sonko | Localizações: Senegal, Londres