O autor acompanhou o amigo Jon em uma sessão de jam no Secret Studios e percebeu por que nunca tinha terminado uma música na adolescência. Olhando para trás, sentiu vergonha de como vinha atrapalhando a si mesmo, mas também se sentiu inspirado pelo que agora se sentia capaz de fazer.
A dupla começou identificando o estado de flow que ambos amavam: para o autor, era a escrita, e para Jon, a música e o skate. O gancho do refrão, "It all just falls away" (tudo simplesmente se desfaz), surgiu desses momentos de absorção total. O autor admitiu que, na adolescência, o medo de diluir suas músicas com escolhas de outras pessoas o impedia de terminar qualquer coisa.
Jon adotou uma abordagem muito diferente. Eles pegaram emprestado abertamente de outros artistas, montaram uma playlist, estudaram andamentos e progressões de acordes e até converteram um riff de guitarra em um ritmo vocal. Nenhuma dessas peças precisava ser perfeita, porque eram apenas esboços. O princípio orientador de Jon era tomar decisões a serviço da música, não das partes. O autor percebeu que seu medo anterior vinha de uma mentalidade de escassez, enquanto tocar com Jon revelou abundância.
O autor agora reconhece que grandes músicas surgem de centenas de músicas medianas, e que a expressão criativa prospera dentro de limites compartilhados. A chave é concentrar a energia onde ela mais importa. O autor também relaciona essa lição à engenharia de software e às startups, e planeja continuar acompanhando artistas para entender como eles fazem suas escolhas criativas.
Fonte: Hacker News · Resumido por HeadlinesBriefing