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Meta enfrenta multa recorde de US$ 25 bi no Novo México

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Um juiz do Novo México aplicou à Meta uma multa recorde de US$ 25 bilhões na quarta-feira, decorrente de uma ação judicial relacionada ao escândalo da Cambridge Analytica. A decisão segue o veredito de culpa proferido em setembro, após um julgamento de duas semanas. O tribunal considerou que a Meta foi responsável por 43 milhões de violações das leis de privacidade do consumidor do Novo México, com cada acusação podendo gerar uma multa de até US$ 5.000, o que resultou nesse valor recorde. A decisão foi proferida pelo juiz Francis J. Mathew, da Vara Distrital Estadual de Santa Fé.

Esse valor se soma a cerca de US$ 950 milhões em indenizações fixadas no início deste ano, depois que o judiciário estadual considerou o gigante das redes sociais responsável por danos causados a crianças. Ainda em 2026, a Meta negociou em agosto um acordo de US$ 17,1 bilhões com 47 estados, o Distrito de Columbia e outros territórios dos EUA. O Novo México liderou sua própria ação contra a empresa e não participou desse caso nem do acordo. A controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp gerou cerca de US$ 168,6 bilhões em lucro nos últimos doze meses.

Os resultados da Meta serão divulgados após o fechamento do mercado na quarta-feira, poucas horas depois do anúncio. A empresa ainda não respondeu ao pedido de comentário do New York Times, mas quase certamente será questionada sobre a decisão durante essa apresentação. O Facebook já havia sido multado em US$ 5 bilhões pela Federal Trade Commission por causa do mesmo problema.

Em 2018, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmou estar "trabalhando para entender exatamente o que aconteceu e como garantir que isso não se repita". Quatro anos depois, ainda não está claro o que a empresa aprendeu com a experiência. Na mesma época, Tim Cook, da Apple, criticou a falha de privacidade e disse que já era tarde para permitir que as empresas se autorregulassem por completo. Em 2023, um acordo de ação coletiva de US$ 725 milhões sobre o tema gerou pagamentos a pessoas dos EUA que usaram o Facebook entre 24 de maio de 2007 e 22 de dezembro de 2022.

Fonte: AppleInsider · Resumido por HeadlinesBriefing