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Reforma do censo de Trump exclui imigrantes e elimina perguntas raciais

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A administração Trump propôs mudanças significativas no censo de 2030, com o objetivo de excluir imigrantes sem green card da contagem populacional e eliminar perguntas sobre raça e etnia. Essa reforma redefiniria quem é considerado residente dos EUA para fins federais, potencialmente afetando a distribuição de assentos no Congresso e bilhões em financiamento federal.

Esta proposta marca um afastamento do processo tradicional do censo, que contou todos os residentes independentemente do status de imigração desde que a Constituição determinou uma contagem decenal. As mudanças também removeriam perguntas sobre orientação sexual, uma medida que poderia afetar a coleta de dados para proteções de direitos civis.

Críticos, incluindo o demógrafo William H. Frey do Brookings Institution, argumentam que omitir essas populações e perguntas seria "enfiar a cabeça na areia" e minaria a precisão do censo. Espera-se que a proposta enfrente desafios legais, pois pode afetar desproporcionalmente áreas com grandes populações de imigrantes, que tendem a votar nos democratas.

A regra, assinada pelo secretário do Comércio Howard Lutnick, cita uma ordem executiva do ex-presidente Trump para excluir imigrantes indocumentados. No entanto, vai além, excluindo também imigrantes legais sem green card. As mudanças entrariam em vigor após as eleições presidenciais de 2028, permitindo que uma nova administração as reverta, mas a proposta já gerou preocupações sobre seu impacto na representação e na alocação de recursos.