Mark Zuckerberg orientou a Meta a lançar em agosto seu agente de IA Muse, apesar de alertas internos de segurança. Uma startup de 14 pessoas, a Instinct, já havia começado a lançar tecnologia semelhante, o que pressionou a Meta.
O Muse, cujo lançamento havia sido adiado por riscos de manipulação de senhas, foi apresentado publicamente em 8 de setembro. A decisão evidencia a tensão do setor entre implantação rápida e segurança. Zuckerberg investiu bilhões para alcançar rivais como OpenAI e Anthropic. O lançamento do Muse dá à Meta uma vantagem inicial na área de agentes pessoais.
Em poucas semanas, a OpenAI anunciou seu próprio agente concorrente, o Dots. O agente acumula 6,6 milhões de downloads e 1,8 milhão de usuários diários. A Meta investe pesado em marketing, com o avatar Jolly em outdoors e comerciais de TV.
Um porta-voz da empresa negou pressão da Instinct e afirmou que o Muse foi adiado por meses para garantir qualidade. A iniciativa surge do memorando de Zuckerberg de julho de 2025 sobre a "superinteligência pessoal", que levou à contratação de talentos de destaque da OpenAI e do Google. O produto anterior, Vibes, foi criticado pela baixa qualidade de seus resultados. A reunião interna ressalta o difícil equilíbrio que as empresas de IA enfrentam, já que a tecnologia se torna ao mesmo tempo mais perigosa e mais útil.
Fonte: New York Times Top Stories · Resumido por HeadlinesBriefing