Derek Sivers conta o caso de uma mulher que apresentou vários bons argumentos, mas arruinou sua posição ao declarar: "Ah! Essas pessoas são tão burras!!". Ela poderia ter direcionado o insulto a sulistas, nortistas, liberais, conservadores, chineses ou americanos. O alvo não importa. O que importa é que aquele rompante mostrou que ela tinha parado de pensar.
Sivers argumenta que não existem pessoas inteligentes ou burras, apenas pessoas que estão sendo inteligentes ou burras em determinado momento. Ser inteligente significa pensar as coisas com cuidado e buscar a resposta real, e não a mais fácil. Ser burro significa evitar o pensamento ao saltar para conclusões.
Saltar para uma conclusão, escreve ele, é como desistir de um jogo: você perde por padrão. Por isso, dizer "não sei" costuma ser a resposta inteligente, porque recusa um julgamento precipitado. Quando alguém declara que os outros são burros, parou de pensar, e diz isso porque o julgamento imediato é satisfatório.
Portanto, se você decide que alguém é burro, não está pensando e, por isso, não está sendo inteligente. A lógica se fecha com perfeição: pessoas inteligentes não acham que os outros são burros.
Fonte: Hacker News · Resumido por HeadlinesBriefing