Shitter é uma interface alternativa gratuita e de código aberto para o Twitter, focada em privacidade e desempenho. É um fork do Nitter e inspirado no projeto Invidious. Funciona sem JavaScript ou anúncios, e todas as requisições passam pelo backend, de modo que o cliente nunca se comunica diretamente com o Twitter. Isso impede que o Twitter rastreie seu endereço IP ou sua impressão digital de JavaScript.
O projeto usa a API não oficial do Twitter, portanto não é necessária uma conta de desenvolvedor. É leve, com 60 KB em comparação com 784 KB do twitter.com, graças a @nim_lang. Também oferece suporte a feeds RSS, vários temas e dispositivos móveis por meio de design responsivo.
A wiki do projeto lista instâncias públicas, forks do repositório de código do Nitter e extensões de navegador que redirecionam automaticamente para o Nitter. Também inclui guias para hospedar sua própria instância do Nitter, obter tokens de sessão e usar incorporações do Nitter. O repositório não aceita pull requests, mas contribuições na forma de arquivos de patch enviados por meio de uma issue são bem-vindas.
A justificativa do projeto é que o Twitter não pode ser usado sem JavaScript e que, desde 2024, os usuários precisam se cadastrar. Mesmo com VPN e bloqueadores de anúncios robustos, a impressão digital do navegador ainda pode rastrear usuários. Isso se tornou especialmente importante depois que o Twitter removeu a possibilidade de os usuários impedirem o envio de seus dados a anunciantes. O Nitter é, em média, cerca de 15 vezes mais leve que o Twitter, e as linhas do tempo costumam carregar 2-4 vezes mais rápido. O Shitter pode ser instalado com Docker, usando uma imagem multi-arquitetura pré-compilada, ou executado como serviço systemd.
Fonte: Hacker News · Resumido por HeadlinesBriefing