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Americanos Pararam de Organizar Jantares

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Os americanos do meio século sabiam como organizar uma festa, para melhor ou para pior. Em algumas das obras mais famosas dos anos 50 e 60 — "Couples", de John Updike; "Who's Afraid of Virginia Woolf?" de Edward Albee; "Revolutionary Road" de Richard Yates — o drama (e o melodrama embebido de martini) ocorria nos salões da classe média. As histórias eram fictícias, mas o cenário era realista.

Até 1975, metade dos americanos dizia que recebia convidados em casa todo mês. Mas então algo mudou. Os americanos pararam de fazer festas. E, mais fundamentalmente, pararam de visitar uns aos outros. Entre 1975 e 1998, a porcentagem de americanos que davam ou assistiam a um jantar mensal diminuiu pela metade. A porcentagem de americanos que nunca recebiam pessoas em casa triplicou.

Em seu livro de 2000 "Bowling Alone", Robert Putnam escreveu que se essas tendências continuassem, a antiga prática de visitar amigos "poderia desaparecer completamente da vida americana em menos de uma geração". Agora, verifique seu calendário. Uma geração e algo depois, a previsão de Putnam precisa de uma atualização.

Combinando as duas pesquisas, obtemos este fato impressionante: a porcentagem de americanos que dizem que recebem amigos ou familiares em casa pelo menos mensalmente caiu de 42% em 1975 para 12% em 2026 — uma queda de 70% em meio século. A socialização presencial diminuiu significativamente nas últimas décadas, e a prática de receber amigos parece estar desaparecendo completamente, e não apenas se deslocando para fora da casa.

Entidades-chave: Empresas: DDB Needham Life Style survey | Pessoas: Robert Putnam, John Updike, Edward Albee, Richard Yates